Dra. Anna Karina Sarpe

Perguntas frequentes

Reunimos aqui as dúvidas mais comuns sobre consulta, varizes, preservação da safena, Doppler vascular, lipedema e tratamentos estéticos. São 74 perguntas, organizadas por assunto.

Dra. Anna Karina Sarpe · Cirurgiã Vascular · CRM-SP 144894 · RQE 49199 · RQE 56134

Consulta e agendamento

Como faço para agendar uma consulta?

O agendamento é feito diretamente pelo WhatsApp, com a nossa equipe. Você envia uma mensagem, recebe as opções de horário e as orientações de preparo antes da consulta.

Preciso de encaminhamento para marcar a consulta?

Não é necessário encaminhamento para agendar uma avaliação. Você pode entrar em contato diretamente pelo WhatsApp. Se já tiver exames anteriores, laudos ou o relatório de algum tratamento prévio, vale levar na consulta — eles ajudam a entender a evolução do quadro.

O atendimento é por convênio?

Não. O atendimento é particular, em todas as consultas, exames e procedimentos. Caso o seu plano ofereça reembolso, é possível solicitar a documentação necessária para dar entrada no pedido — as regras variam conforme a operadora.

Quanto tempo dura a consulta?

A primeira consulta é mais longa, porque reúne história clínica, exame físico e avaliação vascular. É nela que o plano de tratamento começa a ser desenhado. Os retornos costumam ser mais objetivos, voltados ao acompanhamento e aos ajustes.

Posso remarcar minha consulta?

Sim. Basta avisar pelo WhatsApp com a maior antecedência possível, para que o horário possa ser oferecido a outra paciente. A nova data é combinada no mesmo contato.

O que devo levar na consulta?

Documento com foto, carteirinha do convênio se houver, exames e laudos anteriores e a lista dos medicamentos em uso. Prefira roupas confortáveis, que permitam expor as pernas — parte da avaliação venosa é feita em pé.

Saúde e estética das pernas

O que significa "saúde e estética das pernas"?

É uma abordagem que trata a perna como um conjunto: circulação venosa, sistema linfático, tecido gorduroso, músculo e pele. Nem toda queixa nas pernas vem das veias, e cada origem pede um diagnóstico próprio antes de qualquer tratamento.

Dá para tratar varizes e estética na mesma consulta?

A avaliação é única e considera as duas dimensões, porque elas costumam estar ligadas. A execução dos tratamentos é planejada em etapas, e a ordem importa: em geral trata-se primeiro a origem do refluxo venoso e depois os aspectos de pele e contorno.

Preciso de exame antes de qualquer tratamento?

Sim, quando a queixa envolve circulação. O Doppler vascular mostra se existe refluxo venoso e de onde ele vem, o que muda a conduta. Tratar a superfície sem conhecer a origem tende a produzir um resultado que não se sustenta.

Existe tratamento preventivo para as pernas?

Existe cuidado preventivo. Acompanhamento periódico, atividade física regular, controle do peso, meia de compressão quando indicada e avaliação vascular em quem tem fatores de risco ajudam a retardar a progressão da doença venosa e a identificar alterações antes que causem sintomas.

Varizes

Dá para tratar varizes sem cirurgia?

Em muitos casos, sim. Boa parte dos vasos e das varizes pode ser tratada em consultório, combinando técnicas como laser transdérmico, escleroterapia e espuma densa ecoguiada. A combinação é definida a partir do Doppler vascular, porque cada paciente apresenta um padrão diferente de doença venosa.

As varizes voltam depois do tratamento?

As varizes são a manifestação de uma doença crônica e, com o passar do tempo, novas varizes podem aparecer. Por isso são importantes as sessões periódicas de manutenção e os cuidados com a saúde vascular, como atividade física regular, alimentação equilibrada e controle do peso.

Toda variz precisa de tratamento?

Não. A indicação depende dos sintomas, do padrão de refluxo mostrado pelo Doppler e do impacto na qualidade de vida. Há situações em que o acompanhamento e as medidas conservadoras são suficientes, e outras em que o tratamento previne a progressão da doença venosa.

Quantas sessões são necessárias?

Varia conforme a extensão das veias, o calibre e as técnicas escolhidas. O tratamento costuma ser feito em etapas, com reavaliação entre elas — o que permite ajustar o plano conforme a resposta de cada paciente.

Preciso ficar afastada do trabalho?

Os procedimentos realizados em consultório costumam permitir o retorno às atividades no mesmo dia, com orientações de cuidado. A necessidade de repouso depende da técnica utilizada e é informada antes de cada etapa.

O tratamento dói?

A maior parte dos procedimentos é bem tolerada, com desconforto passageiro durante a aplicação. Quando necessário, utilizamos anestesia local. A sensação varia de pessoa para pessoa e conforme a técnica empregada.

Posso tratar varizes no verão?

Sim, desde que os cuidados sejam seguidos. A principal orientação é evitar a exposição solar na área tratada enquanto houver manchas ou equimoses, usando protetor solar. Algumas técnicas exigem meia elástica, o que costuma ser mais desconfortável no calor.

O que são varizes calibrosas?

São veias dilatadas de maior diâmetro, geralmente salientes e tortuosas, que costumam causar mais sintomas — peso, dor e inchaço. Diferem dos vasinhos não só pelo tamanho, mas por estarem mais associadas a um refluxo venoso que precisa ser identificado no mapeamento.

Varizes grossas podem ser tratadas sem internação?

Em boa parte dos casos, sim. Técnicas guiadas por ultrassom e procedimentos com anestesia local permitem tratar veias calibrosas em ambiente ambulatorial, com deambulação imediata. A definição depende do calibre, do trajeto e do que o Doppler mostrar.

Que tipo de anestesia é usada?

Anestesia local, aplicada apenas na região tratada. Isso permite que a paciente permaneça acordada, caminhe logo após o procedimento e volte para casa no mesmo dia, sem necessidade de internação.

O que é o endolaser para varizes calibrosas?

É a aplicação de energia laser por dentro da veia, através de uma fibra fina introduzida por punção. O calor promove o fechamento do vaso tratado. Nesta abordagem, é utilizado em veias tributárias calibrosas, e não no tronco safeno.

Como é a recuperação?

A orientação habitual é caminhar já no mesmo dia, porque a movimentação favorece o retorno venoso. Equimoses e desconforto local são esperados nos primeiros dias. Meia de compressão e restrição temporária de esforço podem ser indicadas conforme a técnica.

O que é a microcirurgia de varizes?

É a retirada de veias tributárias por micro-incisões na pele, feita com anestesia local. As aberturas são muito pequenas e costumam dispensar pontos. É indicada quando o calibre ou o trajeto da veia não respondem bem às técnicas de aplicação.

Quando existe indicação cirúrgica?

Em situações específicas: refluxo extenso em todo o trajeto da veia com calibre muito aumentado, episódios repetidos de trombose superficial, alterações avançadas da pele ou ausência de resposta às estratégias já tentadas. A indicação é sempre individual e definida a partir do mapeamento venoso.

Posso evitar a retirada da veia?

Em muitos casos, sim — e essa possibilidade é avaliada antes de qualquer indicação. O Doppler mostra se o refluxo pode ser tratado de forma seletiva, preservando o tronco safeno. A retirada deixou de ser o ponto de partida e passou a ser uma entre várias condutas possíveis.

Procedimentos cirúrgicos exigem internação?

Depende da técnica e da extensão. Procedimentos minimamente invasivos costumam ser realizados em regime ambulatorial ou com internação breve. As condições são definidas caso a caso e explicadas antes do procedimento.

Preservação da safena

Toda safena com refluxo precisa ser retirada?

Não. Durante muitos anos a retirada foi considerada o tratamento padrão, mas hoje sabemos que isso nem sempre é necessário. Em muitos casos é possível tratar as varizes preservando a safena, a partir de um planejamento individualizado baseado no Doppler vascular e na hemodinâmica venosa. A definição depende do mapeamento venoso de cada paciente.

O que é preservação da safena?

É uma abordagem em que as varizes são tratadas sem remover a veia safena, quando o mapeamento venoso mostra que existe indicação para isso. A safena é uma veia importante para a circulação, e preservá-la pode representar uma vantagem a longo prazo. A avaliação é sempre individual.

O que são ASVAL e CHIVA?

São duas abordagens da flebologia hemodinâmica, desenvolvidas na Europa, que têm em comum a intenção de preservar a veia safena sempre que o mapeamento venoso indica que isso é possível. Em vez de partir da retirada como regra, elas tratam os pontos onde o refluxo começa e acompanham a resposta da circulação ao longo do tempo.

A safena preservada pode voltar a funcionar melhor?

Em parte dos casos, sim. Quando o ponto de refluxo que sobrecarregava a veia é tratado, a safena pode reduzir de calibre e melhorar a função ao longo do tempo. Isso não acontece com todas as pacientes, e é justamente por isso que o acompanhamento com Doppler faz parte da estratégia.

Já retirei a safena de uma perna. E agora?

A conduta passa a ser outra, mas o raciocínio é o mesmo: o Doppler mostra como a circulação daquela perna se reorganizou e de onde vêm as varizes atuais. Ter retirado a safena não impede o tratamento das veias remanescentes nem o cuidado preventivo da outra perna.

Como sei se sou candidata à preservação da safena?

Não é possível saber apenas pelo exame físico ou pela aparência das varizes. A definição vem do mapeamento venoso com Doppler, que mostra onde o refluxo começa, qual o calibre da veia e como o sangue está circulando. É esse mapa que determina a estratégia.

Preservar a safena aumenta a chance de as varizes voltarem?

As varizes são a manifestação de uma doença crônica, e novas veias podem aparecer com o tempo independentemente da técnica escolhida. Por isso o acompanhamento periódico faz parte do tratamento em qualquer estratégia, com ou sem preservação.

Doppler vascular

O Doppler vascular dói?

O exame não usa agulhas nem radiação. É feito com um gel condutor e uma sonda que desliza sobre a pele, e costuma ser bem tolerado. Em algumas regiões é necessária uma leve compressão com a sonda, que pode causar um desconforto passageiro.

Preciso de algum preparo para fazer o Doppler?

Depende da área examinada. O Doppler de veias e artérias dos membros não exige preparo específico — basta usar roupas confortáveis, que permitam expor a região. Já os exames da aorta e das artérias abdominais podem exigir jejum. As orientações são passadas no agendamento.

Quanto tempo dura o exame?

Varia conforme a área avaliada e a complexidade do caso. Um mapeamento venoso completo dos membros inferiores é mais detalhado do que a avaliação de um segmento isolado, porque exige percorrer todo o trajeto das veias.

O Doppler detecta trombose?

Sim. Diante da suspeita de trombose venosa profunda, o Doppler é o exame de primeira escolha, porque permite identificar o trombo e definir a conduta rapidamente. Dor súbita, inchaço assimétrico e vermelhidão em uma das pernas são sinais que merecem avaliação sem demora.

Com que frequência devo repetir o exame?

Não existe um intervalo único. A repetição depende do diagnóstico, dos fatores de risco e do tratamento em curso. Pacientes em acompanhamento de varizes, com histórico de trombose ou com fatores de risco cardiovascular costumam ter um intervalo definido caso a caso.

O Doppler é feito na própria consulta?

A avaliação clínica e o exame fazem parte do mesmo raciocínio: é o Doppler que mostra a origem do problema e orienta o plano de tratamento. As condições de realização são informadas no agendamento.

Preciso de pedido médico para fazer o exame?

Quando o exame é realizado dentro da própria avaliação vascular, não é necessário trazer pedido. Se a intenção for realizar apenas o exame, por indicação de outro profissional, vale trazer a solicitação — ela informa o que precisa ser investigado.

Lipedema

O que é lipedema?

O lipedema é uma doença crônica que causa alteração do tecido gorduroso, com dor, sensibilidade ao toque, inchaço e desproporção corporal. Costuma acometer pernas e braços de forma simétrica, e o acúmulo não responde à dieta da mesma maneira que a gordura comum.

Lipedema tem cura?

O lipedema é uma condição crônica, e o objetivo do tratamento é o controle, não a cura. Com acompanhamento contínuo é possível reduzir a dor, controlar o processo inflamatório, diminuir o inchaço e melhorar a função das pernas. O que muda a vida da paciente é a constância do cuidado, não um procedimento isolado.

Como é feito o diagnóstico de lipedema?

O diagnóstico é clínico: baseia-se na história da paciente, no exame físico e na exclusão de outras causas de inchaço. Sinais típicos são a dor ao toque, a facilidade para formar hematomas, a desproporção entre tronco e membros e o fato de os pés serem poupados. Exames complementares ajudam no diagnóstico diferencial.

Lipedema é o mesmo que obesidade?

Não. São condições diferentes, que podem coexistir. Na obesidade o acúmulo de gordura é generalizado e responde à perda de peso. No lipedema o acúmulo é desproporcional, doloroso, simétrico e poupa mãos e pés — e costuma persistir mesmo após emagrecimento.

Qual a diferença entre lipedema e linfedema?

O lipedema é uma alteração do tecido gorduroso, geralmente simétrica, dolorosa e que poupa os pés. O linfedema decorre de falha na drenagem linfática, costuma ser assimétrico, envolve os pés e em geral não causa a mesma dor ao toque. As duas condições podem coexistir, o que torna a avaliação especializada importante.

Emagrecer resolve o lipedema?

A perda de peso traz benefícios para a saúde geral e para a sobrecarga das pernas, mas costuma não corrigir a desproporção característica do lipedema. É comum a paciente perder medidas no tronco e manter o volume nas pernas — uma das queixas que mais levantam a suspeita diagnóstica.

Preciso operar para tratar o lipedema?

Não como primeiro passo. O tratamento começa pelo controle clínico: manejo da dor e da inflamação, melhora da circulação, composição corporal e fortalecimento muscular. Existe indicação cirúrgica em casos selecionados, sempre após esse controle e a partir de uma avaliação individual.

Qual médico trata lipedema?

O acompanhamento costuma ser conduzido por angiologista ou cirurgião vascular, pela relação do lipedema com o sistema circulatório e linfático e pela necessidade de diagnóstico diferencial com linfedema e insuficiência venosa. O cuidado é multidisciplinar e envolve outras áreas ao longo do tratamento.

Laser e escleroterapia

O laser para vasinhos dói?

A sensação mais relatada é a de um estalo quente e rápido a cada disparo, comparada a um leve beliscão. É um desconforto passageiro e costuma ser bem tolerado, mas varia conforme a sensibilidade de cada pessoa e a região tratada.

Quantas sessões de laser são necessárias?

Depende da quantidade de vasos, do calibre e da resposta individual. O resultado é progressivo: cada sessão trata parte dos vasos, e o organismo leva algumas semanas para reabsorvê-los. O número estimado é definido na avaliação e reajustado ao longo do tratamento.

O laser mancha a pele?

Pode ocorrer um escurecimento temporário na área tratada, que costuma clarear com o tempo. O risco aumenta com exposição solar no período de recuperação — por isso a proteção solar é a principal orientação após a sessão.

O laser pode ser usado em qualquer tipo de pele?

O tipo de pele influencia os parâmetros do equipamento e o intervalo entre sessões. Peles mais pigmentadas exigem ajustes específicos e cuidado redobrado com a exposição solar. A avaliação prévia define se o laser é a melhor escolha ou se a associação com outra técnica é mais indicada.

Posso voltar a trabalhar no mesmo dia?

Sim. O procedimento é feito em consultório e não exige repouso. É comum haver leve vermelhidão e inchaço na área tratada nas primeiras horas. As orientações de cuidado são passadas ao fim da sessão.

O laser resolve varizes mais grossas?

O laser transdérmico atua bem em vasinhos e varizes finas, próximos à superfície. Veias de maior calibre pedem outras técnicas, como a espuma densa ecoguiada ou a microcirurgia, geralmente combinadas com o laser numa etapa posterior.

Como é a sessão de escleroterapia?

É feita no consultório, com agulhas finas que aplicam uma medicação dentro do vaso. Essa substância irrita a parede interna da veia, que se fecha e é reabsorvida pelo organismo ao longo das semanas seguintes. A duração depende da quantidade de vasos tratados.

O que é crioescleroterapia?

É a escleroterapia com a medicação resfriada a cerca de 40 graus negativos antes da aplicação. O frio tem efeito anestésico local e potencializa a ação sobre a parede do vaso. Na prática, costuma significar menos dor durante a aplicação e menos equimoses depois.

A escleroterapia deixa manchas?

Pode deixar. É comum surgirem pequenas manchas ou equimoses sobre o trajeto tratado, que costumam clarear ao longo dos meses seguintes. Evitar a exposição solar até que desapareçam é a orientação mais importante do pós-procedimento.

Existe alguma situação em que não se pode fazer?

Sim. Gestação, amamentação, histórico de trombose, alergia à medicação e algumas condições clínicas exigem avaliação específica e podem contraindicar o procedimento. Por isso a consulta inclui histórico completo e revisão dos medicamentos em uso.

O que é a espuma densa ecoguiada?

É uma técnica em que a medicação esclerosante é transformada em espuma e aplicada dentro da veia sob visualização por ultrassom. A espuma preenche melhor o interior do vaso, e o ultrassom permite tratar veias que não são visíveis na superfície.

Para quais veias a espuma é indicada?

Para varizes de médio e grosso calibre, inclusive as que estão profundas à visão. Também é usada em recidivas e em veias tributárias calibrosas. A definição vem do mapeamento por Doppler, que mostra quais segmentos precisam ser tratados.

A espuma densa deixa manchas?

O aparecimento de manchas após o tratamento ocorre em até 30% dos casos. A boa notícia é que até 90% dessas manchas desaparecem no período de um ano. Evitar a exposição solar até que clareiem é a principal recomendação.

Preciso de repouso depois da espuma densa?

Não. A escleroterapia com espuma densa não exige repouso, e é possível retornar às atividades cotidianas após o procedimento. A caminhada, inclusive, costuma ser orientada. Meia elástica pode ser indicada por um período.

A espuma densa pode tratar a safena?

Sim, e essa é uma das razões pelas quais ela se encaixa bem em estratégias de preservação: por ser guiada por ultrassom, permite tratar segmentos específicos em vez de remover o tronco inteiro. O que define a conduta é o mapeamento venoso de cada paciente.

Tratamentos corporais

A celulite tem relação com a circulação?

Há relação, ainda que a celulite não seja causada apenas por isso. Alterações na microcirculação e retenção de líquido contribuem para o aspecto da pele, somando-se a fatores hormonais, à estrutura do tecido conjuntivo e à genética. Por isso a avaliação considera também o componente venoso.

Flacidez nas pernas tem tratamento sem cirurgia?

Existem recursos não cirúrgicos que atuam sobre a qualidade da pele e o tônus muscular, como estímulo à produção de colágeno e estimulação muscular. O grau de flacidez, a idade e a composição corporal definem o que é possível esperar em cada caso.

Quantas sessões são necessárias?

Varia conforme o objetivo e o recurso utilizado. Protocolos corporais costumam ser planejados em séries, com reavaliação ao longo do processo. O número é estimado na avaliação inicial e ajustado conforme a resposta.

Posso fazer tratamentos corporais se tiver varizes?

Na maioria dos casos sim, mas a avaliação vascular vem antes. Alguns recursos exigem cuidado ou ajuste na presença de insuficiência venosa, e a ordem importa: costuma fazer sentido tratar primeiro a origem do refluxo e depois os aspectos de pele e contorno.

Os resultados se mantêm com o tempo?

A pele e a composição corporal continuam mudando com a idade, o peso e os hábitos. Por isso os protocolos costumam prever manutenção, e os hábitos de rotina — atividade física, alimentação e cuidado com a pele — têm peso tão grande quanto o procedimento em si.

Vasos do rosto

O laser no rosto dói?

A sensação relatada é a de um estalo quente e rápido a cada disparo. É um desconforto passageiro e costuma ser bem tolerado. A face é uma região mais sensível que as pernas, e os parâmetros são ajustados considerando isso.

Quantas sessões são necessárias no rosto?

Os resultados são progressivos conforme o número de sessões. A quantidade depende de avaliação médica, mas em geral indicamos de três a cinco sessões. Já após a primeira costuma ser possível minimizar os vasinhos.

Posso fazer o laser facial no verão?

É possível, desde que a proteção solar seja rigorosa. A face fica exposta o dia inteiro, o que torna esse cuidado mais exigente do que nas pernas. O planejamento das sessões leva em conta a rotina de exposição solar de cada paciente.

A rosácea tem cura?

A rosácea é uma condição crônica, e o objetivo do tratamento é o controle. O laser atua sobre o componente vascular — a vermelhidão persistente e os vasinhos visíveis —, mas não elimina os fatores que desencadeiam as crises, que seguem exigindo cuidado contínuo.

Posso usar maquiagem depois da sessão?

A orientação habitual é aguardar algumas horas, até que a vermelhidão inicial ceda, e retomar com produtos suaves. O protetor solar, esse sim, faz parte do cuidado desde o primeiro dia.

Os vasinhos do rosto podem voltar?

Na maioria das vezes, os vasinhos tratados não voltam. Contudo, outros vasinhos podem surgir ao longo do tempo, por fatores hormonais, genéticos, exposição solar ou pela própria rosácea. Sessões de manutenção costumam ser indicadas.

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