Dra. Anna Karina Sarpe

Guiada por ultrassom

Espuma densa ecoguiada

A escleroterapia com espuma densa é uma técnica que permite o tratamento das varizes de médio e grosso calibre. A medicação é transformada em espuma e aplicada sob visualização por ultrassom, o que permite alcançar veias que não são visíveis na superfície.

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Dra. Anna Karina Sarpe · Cirurgiã Vascular · CRM-SP 144894 · RQE 49199 · RQE 56134

Como funciona

A técnica consiste na injeção de uma substância com propriedade detergente no interior da veia doente, causando inflamação no endotélio — a parede interna do vaso — e a oclusão da veia tratada.

A diferença em relação à escleroterapia líquida está na forma: transformada em espuma, a medicação ocupa melhor o interior do vaso e permanece mais tempo em contato com a parede. Isso amplia o calibre das veias que podem ser tratadas.

O que muda quando o tratamento é guiado por ultrassom

Boa parte das veias responsáveis pelas varizes não é visível na superfície. Sem imagem, elas simplesmente não seriam alcançadas — e o tratamento ficaria restrito ao que aparece na pele.

Com o ultrassom vascular, a agulha é posicionada sob visualização em tempo real, e é possível acompanhar a distribuição da espuma dentro do vaso. Ganha-se precisão e segurança, e torna-se viável tratar exatamente os segmentos que o mapeamento apontou.

Indicações

É uma das técnicas que podem compor o plano de tratamento, conforme o mapeamento venoso — e não uma escolha isolada. Veja como ela se articula com as demais no tratamento moderno das varizes.

Relação com a preservação da safena

A espuma ecoguiada tem um papel específico nas estratégias de preservação: por ser guiada por imagem, ela permite tratar segmentos determinados de uma veia, em vez de eliminar o trajeto inteiro.

É essa característica que a torna compatível com a preservação da safena: trata-se o ponto de refluxo identificado no mapeamento e acompanha-se a resposta da circulação, em vez de partir da remoção como regra.

Resultados, limitações e recuperação

O procedimento apresenta bons resultados no fechamento das veias tratadas. Como toda técnica, tem limitações que precisam ser conhecidas antes de decidir.

A principal delas é o aparecimento de manchas na pele após o tratamento, em até 30% dos casos. Até 90% dessas manchas desaparecem no período de um ano. Por isso a orientação de evitar exposição solar sobre a área tratada até que clareiem.

A escleroterapia com espuma densa não requer repouso: é possível retornar às atividades cotidianas após o procedimento, e a caminhada costuma ser estimulada.

Vale lembrar que as varizes são a manifestação de uma doença crônica. Com o passar do tempo, novas varizes podem aparecer — o que torna importantes as sessões periódicas de manutenção e os cuidados gerais com a saúde vascular, como alimentação equilibrada, exercício físico e controle do peso.

Dúvidas frequentes sobre a espuma densa

O que é a espuma densa ecoguiada?

É uma técnica em que a medicação esclerosante é transformada em espuma e aplicada dentro da veia sob visualização por ultrassom. A espuma preenche melhor o interior do vaso, e o ultrassom permite tratar veias que não são visíveis na superfície.

Para quais veias a espuma é indicada?

Para varizes de médio e grosso calibre, inclusive as que estão profundas à visão. Também é usada em recidivas e em veias tributárias calibrosas. A definição vem do mapeamento por Doppler, que mostra quais segmentos precisam ser tratados.

A espuma densa deixa manchas?

O aparecimento de manchas após o tratamento ocorre em até 30% dos casos. A boa notícia é que até 90% dessas manchas desaparecem no período de um ano. Evitar a exposição solar até que clareiem é a principal recomendação.

Preciso de repouso depois da espuma densa?

Não. A escleroterapia com espuma densa não exige repouso, e é possível retornar às atividades cotidianas após o procedimento. A caminhada, inclusive, costuma ser orientada. Meia elástica pode ser indicada por um período.

A espuma densa pode tratar a safena?

Sim, e essa é uma das razões pelas quais ela se encaixa bem em estratégias de preservação: por ser guiada por ultrassom, permite tratar segmentos específicos em vez de remover o tronco inteiro. O que define a conduta é o mapeamento venoso de cada paciente.

Existe alguma situação em que não se pode fazer?

Sim. Gestação, amamentação, histórico de trombose, alergia à medicação e algumas condições clínicas exigem avaliação específica e podem contraindicar o procedimento. Por isso a consulta inclui histórico completo e revisão dos medicamentos em uso.

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